domingo, 26 de junho de 2016

J&B Rare Tatoo


Essa pérola eu descobri no site do O ABC da Comunicação.

Citando as principais tendências do Branding para 2016 (muitas já conhecidas de nós...), lá pelas tantas, o Gerente Geral da Landor São Paulo - renomada consultoria global de Branding, Fernando Leira - citou um exemplo bem bacana de como uma embalagem pode transmitir a essência de uma marca por meio de uma história original e, ao mesmo tempo, fincar um forte ponto de diferenciação.

Trata-se do uísque de origem britânica J&B Rare. Bom, não vou contar a história aqui. É só dar um clique no link abaixo e conferir:

http://www.oabcdacomunicacao.com.br/noticia

Fenomenal!

sábado, 18 de junho de 2016

State of Marketing 2016


A Sales Force Research divulgou recentemente a terceira edição do seu State of Marketing, o relatório de tendências e insights de marketing da organização norte-americana.

Fundamentada em uma pesquisa com cerca de quatro mil líderes de marketing mundo afora - inclusive do Brasil - e de todos os modelos de relacionamento entre empresas, esse relatório é um bom painel para confrontar o nosso arcabouço teórico com o que, efetivamente, vem gerando performance superior no mercado.

Bom, o "Norte":
  • Adotar uma estratégia de jornada do cliente.
  • Colocar cada vez mais fichas no digital.
  • Lançar mão de ferramentas de tecnologia de marketing.
  • Eleger a mobilidade entre as prioridades.
  • Realizar promoções e campanhas personalizadas, baseadas na ciência de dados.
  • Integrar as estratégias e táticas de marketing.
  • Lembrar de colocar o marketing de conteúdo na pauta.
  • Usar o CRM (e lutar para que ele esteja sempre consistente).
  • Garantir o apoio da liderança empresarial.
No final do relatório, há ainda um comparativo entre os países, destacando-se as preferências de medições de sucesso, prioridades e desafios.

Imperdível!

O relatório na íntegra (é preciso preencher um breve cadastro):

domingo, 12 de junho de 2016

Trade Marketing


Meio escondidinho no site da Ampro (Associação de Marketing Promocional), você acha um guia bem útil sobre Trade Marketing, considerando a já tradicional escassez bibliográfica sobre o tema no Brasil.

Nele encontramos desde abordagens mais estratégicas como conceito, atribuições e importância, até orientações de cunho legal e operacional. No final ainda tem um glossário pra lá de pertinente.

Aproveitando que você já está no site da Ampro, dê uma olhadinha também na proposta reflexiva para a formulação do Live Marketing. Apenas para arejar e organizar melhor o nosso background teórico. 

Da série baixar para ler com um café ao lado, segue o link:

domingo, 5 de junho de 2016

Mundo dos Patrocínios


Estudo desenvolvido por meio de uma parceria entre a Relevance (http://relevance.pro/eng/) e o Mundo do Marketing (https://www.mundodomarketing.com.br/), joga luz sobre um tema ainda carente de melhor desenvolvimento no Brasil: a gestão dos patrocínios.

Considerando o arcabouço teórico sobre o tema, entrelaçando em torno de si questões como projeto alinhado com a essência da marca, objetivos estratégicos de branding e marketing, perfil do público-alvo, plano de ativação e mensuração, exposição nas mídias e budget dedicado, causa espanto nessa primeira mostra do levantamento algumas informações:
  • Menos da metade das marcas investe em patrocínios. 
  • Mais de 1/3 dos entrevistados enxergam este assunto como de "gosto pessoal" por parte do tomador de decisão.
  • Dentre os objetivos estratégicos buscados, o da exposição da marca ainda é o mais importante, deixando para o segundo plano a experiência do cliente/consumidor.
  • Menos na metade da amostra mensura internamente os projetos de patrocínio.
  • Forte desprezo pelos jogos olímpicos de 2016.
  • Baixa disposição para incremento dos investimentos em 2017.
Como se vê, ainda temos muito o que evoluir na gestão de patrocínios no Brasil.

Até porque não se trata de um tema menor, mas uma excelente forma de exalar os propósitos e os princípios da marca, gerando engajamento e lealdade no público-alvo.

Portanto, vale a pena ficar sempre bem antenado nesse assunto.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Satisfação x Lealdade


Talvez muitos ainda confundam ou ignoram a diferença entre esses atributos.

Satisfação não necessariamente leva à lealdade, o verdadeiro oásis de todo profissional de marketing.

Posso estar satisfeito, mas não significa que estou disposto à recomendar ou à defender voluntariamente uma marca. A distância é considerável.

A renomada empresa de estudos de mercado GfK nos traz novamente essa reflexão, por meio de uma investigação no sentido de identificar o quê, afinal, leva à lealdade a uma marca.  

A resposta é: experiência.

O texto dá ainda um exemplo interessante sobre o segmento bancário - que, todavia, retrata o conceito universal do tema - e fecha com uma ponderação pertinente sobre a importância de mensurar  a experiência do cliente durante as diversas formas e etapas da jornada com a marca.

Por isso que toda Pesquisa de Satisfação de Clientes deveria se chamar (e efetivamente ser) Pesquisa de Satisfação e Lealdade de Clientes.

Fonte:
https://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/satisfacao-x-lealdade.html

domingo, 15 de maio de 2016

Walter Susini


Mais um que advoga a favor do conteúdo patrocinado.

Semana passada, o italiano Walter Susini - presidente da mcgarrybowen no Brasil - fez uma reflexão interessante sobre a dicotomia entre publicidade tradicional e conteúdo patrocinado.

Algumas conclusões pertinentes, embora não exatamente novidades:
  • As pessoas estão cada vez menos tolerantes à publicidades egocêntricas e invasivas.
  • Em geral, fomos bombardeados durante décadas por comerciais ruins.
  • As marcas, por outro lado, continuam com a necessidade de se expor (e será assim sempre).
  • A solução: criação de comerciais emocionais e revelantes (a criatividade é a moeda do jogo).
  • Nesse sentido, atual mídia de referência para buscar tal inspiração: YouTube. 
  • Por meio de geração de conteúdo, marketing pode tornar-se centro de receita (direta).
  • Conteúdo, grosso modo, pode se dividir entre entretenimento e prestação de serviços.
  • Cuidado com publicidade para celular.

Mais algumas pequenas contribuições deste humilde blogueiro:

- É preciso conhecer profundamente o seu público-alvo (e suas necessidades explícitas ou não).
- É preciso mapear o perfil e as principais estratégias dos concorrentes mais significativos.
- É preciso entender as tendências mais substanciais do seu mercado.
- É preciso dimensionar corretamente os recursos para esse desafio.

Quem disse que seria fácil?

A entrevista na íntegra:
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/

domingo, 8 de maio de 2016

#ObrigadoMae | P&G | Jogos Olímpicos Rio 2016

Em datas temáticas, a essa altura do campeonato, é difícil sair do lugar-comum. Não que o lugar-comum não possa ser importante, etc. Muitas vezes o é, mas ainda assim é lugar-comum e traz, como consequências, um enorme risco de déjà vu e potencial indiferença. Ponto.

Na lista das 10 mais oferecida pela revista Exame para as peças (segundo ela) mais impactantes para o dia das mães, uma se destacou pela originalidade e pela mensagem sob uma perspectiva diferente.

E, de quebra, conseguiu conciliá-la com os Jogos Olímpicos, evento sob o seu patrocínio.

Vale a pena conferir:



http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/

domingo, 1 de maio de 2016

Santander

Brilhante peça publicitária do Santander para a Copa Libertadores deste ano, competição sob o seu patrocínio. Exala a essência do esporte e reforça um dos propósitos da marca.

Memorável!

sábado, 16 de abril de 2016

Monitoramento em redes sociais


Embora estejamos, aparentemente, bem cobertos no que diz respeito às ofertas de ferramentas otimizadas para monitorar mercados, marcas e concorrentes nas redes sociais, ainda temos - do ponto de vista da gestão do marketing - um longo caminho a evoluir no tema.

Por meio de técnicas de Big Data, essas ferramentas podem nos trazer alguns benefícios valiosos:
  • Diagnóstico das percepções de marca;
  • Identificação de apoiadores, neutros e acusadores da marca;
  • Geração de oportunidades e insights;
  • Segmentações diversas (clusterização);
  • Análises de perfil, comportamento e interesses;
  • Otimização no atendimento e engajamento;
  • Aprimoramento das ofertas;
  • Integração de dados;
  • Produção farta de relatórios.  
Em suma, trata-se de uma fonte riquíssima de dados e informações, fator pela qual não há motivos para as marcas não destinarem mais esforços para essa questão.

Abaixo algumas opções de empresas especializadas nesse tipo de solução:

http://hekima.com/
https://seekr.com.br/
http://pages.cortex-intelligence.com
http://www.buzzmonitor.com.br/
https://www.scup.com
http://www.brandviewer.com.br

sábado, 9 de abril de 2016

What are you going to make?

Sempre em tempo, uma das mais belas homenagens de uma marca às mulheres. Nada de lugar comum ou clichés, e sim uma reverência original ao potencial feminino e às suas incontáveis contribuições já feitas para a humanidade, a despeito de todos os históricos obstáculos enfrentados por elas.

Atenta às necessidades do contexto contemporâneo no sentido de as marcas também estimularem boas práticas e reflexões sobre temas relevantes, a Microsoft propõe, em suma, uma quebra de esteriótipo (uma praga tão comum entre nós) e um estímulo a partir de um público que tem toda uma vida para escrever a sua própria história. Uma peça sublime e que, sem dúvidas, depõe à favor da essência da marca.

O vídeo, produzido pela McCann e já com mais de 1 milhão de visualizações:



Fonte: http://www.brandingmagazine.com/

domingo, 3 de abril de 2016

Artigo: As Redes Sociais e o Branding

Mesmo correndo um apreciável risco ao afirmar que as redes sociais estão entrando em uma fase de maturidade – tanto a respeito do seu entendimento, quanto em relação às suas possibilidades – é hora de, baixada a poeira, tentar organizar os pensamentos sobre a conexão entre essa inovação em comunicação e o conceito de branding.

Parece claro que as redes sociais descortinaram um potencial relevante no sentido de reforçar a transmissão da essência da marca. Também trouxeram considerável evolução ao permitir que as pessoas pudessem, além de manifestar algum tipo de sentimento, partilhar e engajar com as mensagens. Conclui-se, portanto, que as redes sociais devem se submeter ao branding. Este é o ponto crucial, já que as traz para o universo do marketing, como mais um tipo de mídia sem, no entanto, menosprezar as suas particularidades e inegáveis quebras disruptivas.

A partir daí, entra em cena as análises de comunicação e as questões operacionais. Quantas redes sociais administrar? Quais redes sociais gerenciar? Quais as reais diferenças e complementaridades entre elas? O quê, efetivamente, cada uma pode agregar de valor à marca? Como estabelecer um calendário de conteúdo que perpassa todas as necessidades da marca? Qual a frequência ideal de inserções? Orgânico ou patrocinado? Segmentar ou generalizar? Quais indicadores de resultado buscar? É preciso apoio externo? É possível realizar pesquisas de mercado confiáveis nesse campo? Qual a metodologia de análise para absorver ou descartar as novidades do meio? E por aí vai...

Todavia, antes de responder a estas e outras questões, é preciso, além de recorrer à alma da marca, avaliar friamente o perfil do seu público-alvo e analisar o quê os principais concorrentes andam fazendo nas redes sociais. Primeiro para descobrir a sinergia (a química) entre a rede social, o cerne da marca e o seu cliente. Onde, afinal, o povo em potencial da marca está ou poderá estar? Segundo, como aproveitar os gaps de comunicação dos meus concorrentes, sejam nas redes existentes ou, se for pertinente, em nichos ainda não trabalhados pelos competidores?

Aqui as possibilidades de comunicação são fartas: fortalecer, como já mencionado, o conjunto de missão, visão e princípios da marca, mas também lançar mão do marketing de conteúdo (está na vanguarda), publicidade tradicional de produtos e serviços, reverberação de parcerias e patrocínios, notícias, promoções, experiências, etc.

Não menos importante, e que vem no âmbito do surgimento e do aprimoramento das redes sociais, encontra-se o monitoramento das estratégias e ações de comunicação. É cada vez mais rápido, acessível e consistente o trabalho de análise nesse ambiente. É imperativo fazer a lição de casa nessa esfera, diante das facilidades de obtenção de dados.

Vale citar ainda a diferença de amplitude e o caráter de propriedade entre as redes e as mídias sociais. Estas abrangem aquelas, por meio de outras ferramentas como o site e o blog. Nota-se que a casa virtual e o diário eletrônico são de posse, de domínio da marca. Em outras palavras, deve-se dedicar tão ou maior atenção a estas mídias porque estão a salvo de movimentos bruscos dos proprietários das redes sociais. Perceba a nuance dessa diferença.

Por fim, e talvez o mais importante, retomando o segundo parágrafo, temos a verdadeira natureza deste artigo: relembrar o profissional de branding que as redes sociais estão a serviço dos propósitos da marca e, ao profissional de marketing – também este submisso ao branding – que elas são muito bem vindas para ampliar o leque de comunicação e as inúmeras possibilidades que trazem consigo. E ponto. Devemos tomar o cuidado de, por boa fé ou por modismos, não nos escravizarmos a elas...

No fundo, é uma questão de organizar as cartas sobre a mesa, sem jamais esquecer que o alvo é o branding, o meio é marketing e as redes sociais são um dos galhos da árvore de comunicação. 

Pode parecer jornal velho, mas será que todos os colegas estão cientes disso?

domingo, 27 de março de 2016

Fender


Em tempos de passagens por aqui de bandas mundialmente relevantes de Hard Rock e Heavy Metal (como Rolling Stones e Iron Maiden), a lembrança de um exemplo que voltou a beber na essência da sua marca e conseguiu sair da penumbra. Sim, a grande Fender que, dentre vários modelos, continua com a sua lendária Stratocaster de tantos célebres guitarristas. 

Pois bem, durante o nefasto período 1965-1985, enquanto pertencia à CBS, a marca gradualmente se afastou das suas origens - que a fizerem objeto de quase idolatrada - e flertou com a queda da qualidade, desprezo pelo craftsmanship, design e versatilidade e, talvez o pior, distanciou-se do seu público-alvo, os guitarristas. Tudo em nome de um duvidoso "choque de gestão", no qual o produto vira vítima e o relacionamento mais próximo com os clientes mera formalidade.

Como Deus é grande e onipotente, a CBS cansou da brincadeira e vendeu a marca para alguns funcionários - inclusive alguns contemporâneos do início da empreitada de Leo Fender, lá pelos anos 1940. Menor, porém então com a volta da legítima alma da Fender, a marca se recuperou e voltou a ser reverenciada pelos seus súditos. 

Branding, no fundo, é tão simples...  

sábado, 19 de março de 2016

Hallmark


Dia desses, tive acesso a um case delicioso sobre uma investida malsucedida da norte-americana Hallmark na França, no inicio dos anos 2000. Ele ilustra bem a necessidade de um cuidadoso planejamento antes de alocar marcas mundo afora. É o tal do "reconhecimento de culturas alheias" e do "foco do cliente", tal...sem a menor intenção de ser pejorativo. Pelo contrário...

Atuante no chamado segmento de "cartões de expressão social" - ou cartões comemorativos para aniversários, casamentos e demais ocasiões especiais -, a marca centenária tentou, no piloto automático, implementar o seu já testado e aprovado modelo de negócio baseado em expressões pré-produzidas, no território francês.  


Assim, um dos seus grandes benefícios - não precisar pensar para escrever - cairia como uma luva na França. Certo? Errado! Faltou combinar com o francês. De cara, ele já recebeu de nariz torto as propostas (de gostos duvidosos) de frases e poemas dos cartões. Depois - e mais relevante - ele gostaria de passar pelo ritual de escrever de próprio punho as declarações para os seus homenageados, do fundo da sua alma carregada de latinidade.

Detalhes da Antropologia Cultural que fizeram toda a diferença para o fiasco da marca na terra de Victor Hugo.

sábado, 12 de março de 2016

Triumph Riding Experience


Recentemente conheci esse projeto por meio de uma conversa com o seu "capitão", no sentido de tentar viabilizar algum tipo de parceria com a Beta do Brasil, uma marca italiana de ferramentas manuais automotivas e industriais (e um dos clientes da Nexxter). 

E, de cara, fiquei encantado com o seu desenho: viagens em grupo em diferentes formatos e para destinos distintos, ofertas de cursos, eventos, palestras e consultorias (como preparar a sua moto para uma longa viagem?), e um quê de conteúdo com acesso à newsletter da marca mediante, claro, um certo enriquecimento do banco dados de clientes com as trocas obrigatórias de nome e e-mail. Justo!
  
E tudo isso com o apoio operacional da empresa (guias, carros para manutenções rápidas, suporte logístico, etc.). Destaca-se também a escolha de um conjunto de divulgação e contatos próprios para o projeto. Assim, ele ganha um status de vida própria, que veio para ficar, uma decisão consciente da marca. Enfim, é a aplicação eficiente de um conceito mais do válido para o marketing moderno:

De uma maneira simples, elegante e competente, aproximar o público-alvo para uma vivência prazerosa com a essência da marca. Como já foi dito aqui, o resto vem de carona. 

Vale a pena conferir:

sábado, 5 de março de 2016

Ambev

#naoficoparado

Este é o mote da mais nova campanha (social) da Ambev.

Mais do que uma iniciativa puramente caridosa, a marca soube surfar na onda de uma das maiores preocupações sociais do momento: a guerra contra a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, transmissor dos vírus da Zika e da Dengue.

Por meio de um mutirão envolvendo todos os seus funcionários, a empresa chega até as casas das pessoas levando milhões de folhetos e cartazetes didáticos, além de um discurso afiado e motivador. Tudo muito bem coordenado e reforçado com inserções nas mídias sociais, apoio de celebridades, TV aberta (sim, por um momento fomos poupados daquelas peças publicitárias de gostos pra lá de duvidosos...) e com premiações internas.

Sabemos que por trás da cortina, há uma estratégia coerente de Branding: turbinar o lema da marca ("juntos por um mundo melhor") ao aproximá-la das grandes e crescentes expectativas da sociedade, nas quais - em linhas gerais - uma empresa não deve ser apenas uma simples provedora de produtos e/ou serviços, com uma linha lucrativa no final do balanço. Principalmente as grandonas...

Portanto, válida e oportuna esta atitude da Ambev. 

Apenas, de novo, mais do que caridade por si só, é uma questão de business ao destacar uma das promessas da marca.

A Ambev sabe muito bem disso. E isso é bom.

A campanha:

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Volvo Life Paint

Um exemplo de aplicação de um princípio bem claro do Branding:

A concepção de produtos (ou serviços) em linha com a essência da marca.

Assim, o produto deve ser "apenas" um meio e não um fim em si mesmo. Sim, Steve Jobs era um adepto desta filosofia. 

A grande sacada, portanto, é que a marca pode sempre evoluir, mantendo-se - todavia - a sua autenticidade.

Vejamos esse caso da Volvo:

Talvez o seu principal atributo percebido seja mesmo o da Segurança.

O mix pode ser carro (deve ser, óbvio, afinal ele é o core da marca), mas não precisa ser só carro.

Podem ser outros produtos/categorias, desde que conservem alguma similaridade minimamente próxima ao ambiente natural de marca, reflitam uma tendência crescente de consumo e transmitam alguns dos seus atributos mais reconhecidos. E, se forem inovadores então, melhor ainda...ufa!

Nesse sentido, uma sacada brilhante da Volvo foi o seu Volvo Life Paint, uma espécie de tinta que brilha no escuro, destinada aos ciclistas que pedalam à noite.

O grande benefício do produto? Claro, proporcionar, adivinha o quê? 

Segurança.

Um vídeo da campanha para a Inglaterra (e premiada em Cannes no ano passado), já vista por quase 7 milhões no YouTube e que obteve 98% de aprovação de uma amostragem de internautas. Quem são os outros 2% insanos? Anyway...

E o slogan?

The best way to survive a crash, is not crash.

Sensacional.

A criação é da Grey London.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Cel.Lep

Nada contra a chamada modernização dos elementos de uma marca. Muito pelo contrário, aliás.

Acontece que esse processo envolve (ou deveria envolver) mais do que apenas algumas horas de inspiração. Questões estratégicas cabem aqui também. E como...

Primeiro, vamos à teoria: o conjunto dos elementos de uma marca precisa, de alguma forma, transmitir a sua essência, certo? Correto.

Assim...nome, tipografia, slogan, cores, símbolo, personagem, etc. e a adequada harmonização de tudo isso é o segredo do jogo.

Vamos à Cel.Lep:


Não encontrei qualquer explicação sobre a origem do nome (podia ter um cantinho no site da marca explicando isso, convenhamos...). De qualquer forma, passa pelo teste em função da sua incrível singularidade e sonoridade. Ah...ainda não entendi também o ponto entre os dois termos, bom...

Tipografia: o itálico já era uma tradição na identidade anterior, mas não era assim, digamos, um ponto nevrálgico. Vai...

Slogan: parece que havia um tal de "fale como você nunca falou" e um outro "english for life". Se não eram brilhantes, eram bem honestos por transmitirem algo. Tiveram, no entanto, poucas incursões e vidas breves. Por quê, simplesmente, desistiram dessa ferramenta? À propósito, por quê as marcas "brazucas", em geral, não dão a importância devida a um slogan? 

Pô, o azul era a cor da marca (assim como a Ferrari é vermelha, a Vonder é amarela-preta, a Beta é laranja e a Whole Foods é verde). Ainda não decifrei essa combinação "modernista" da nova identidade da Cel.Lep. Certamente, não é nenhuma referência objetiva aos Estados Unidos ou à Inglaterra. Será uma alusão à alguma ex-colônia britânica perdida em algum cafundó da África?

Bom, chegou aonde eu queria: o símbolo. O garotinho (ou será a garotinha?), simplesmente, sumiu. E com ele, além do patrimônio da memória visual, a sua proposta direta de "aprende-se um idioma ouvindo e falando" (poder-se-ia até batizar essa criança com um nome, por quê não?). Já imaginou - guardadas as devidas proporções - sumirem com a maçãzinha mordida da Apple? Ou com os dois peixinhos cruzados da Hering? E com o jacarezinho da Lacoste então? Bom...

Mas então surgiu um novo símbolo em que eu, na minhas reconhecidas limitações, não entendi o quê seja e o quê significa. Pensei, de cara, em duas coisas: algum prédio que já vi em Brasília e nas finadas torres gêmeas em NY. Não deve ser nenhuma das alternativas anteriores, suspeito. Em todo caso, por mais criativa que tenha sido as mentes por trás disso, o importante é: afinal, O QUÊ É ISSO E O QUÊ QUER TRANSMITIR? Marketing é, antes de tudo, percepção e precisa ser assimilado rapidamente. Bom..

Ah...peraí...acho que descobri. Sorry! Será aquele famigerado pontinho entre os dois termos? Tá...se for, também não muda a taxa do dólar.

De novo, nada contra a revitalização dos elementos de uma marca, mas o pano de fundo deve ser sempre a coerência de cada um deles com o branding da marca ou, em outras palavras, com a sua essência. 

Um bom exemplo: a marca Iron Maiden. Todos os elementos são bem trabalhados, harmonizados e a revitalização é constante, sem jamais afetar a sua autenticidade. Up the Irons! Fica a dica...

Assim, a missão: considerando o quê as pessoas já reconhecem e/ou associam claramente com a minha marca, o quê eu posso fazer para trazer um ar mais fresco para ela, sem querer transformar a criatividade ou a estética - por si só - nas estrelas do jogo. A estratégia é a protagonista.

Branding é, em suma, a construção de um marca. Portanto, tudo (tudo mesmo) que se refere à ela é importante, muito importante.

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Joe Pulizzi

Por esses dias, revisitei uma entrevista agregadora com o Joe Pulizzi, o grande mentor e responsável pela decolagem do marketing de conteúdo nos Estados Unidos, por meio da sua consultoria CMI (http://contentmarketinginstitute.com/).

Nela, ele fala da necessidade de as marcas serem cada vez mais mídias, da importância da consistência na aplicação do conceito, da inevitabilidade de se definir um nicho claro para a aplicação da filosofia, das inúmeras possibilidades de técnicas de comunicação para o tema, do papel crucial do planejamento e da correta execução (e mensuração) do projeto de conteúdo, do potencial do método para as pequenas e médias empresas, dentro outros pontos.

Mas, no final das contas, o importante mesmo é, segundo ele - nesse mundo congestionado de dados e de informações (e de marcas exagerando na postura egocêntrica e nos discursos auto-elogiosos) -, as empresas se atentarem à corrente inevitável da comunicação no sentido de proporcionar - de forma crescente - conteúdo relevante e útil ao seu público-alvo, fazendo um justo contraponto à publicidade tradicional. O maior benefício seria o incremento nos níveis de empatia, lealdade e engajamento com a marca e, claro (de carona), uma evolução positiva e duradoura das vendas ditas saudáveis.

A entrevista:

sábado, 23 de janeiro de 2016

InfoBranding

O portal que dá nome ao título deste post é uma iniciativa super bem-vinda de duas turmas oriundas de um curso da BSP (Business School São Paulo), denominado "Master em Gestão de Marcas e Branding". Bom, para encurtar a história, é quase um oásis no universo online a respeito do tema no Brasil. 

Por isso, vale a pena preparar um café ou um chá bem quente e curtir o seu conteúdo, sem pressa. Tem muita coisa bacana - dividida em diversos formatos - e a turma (e os seus convidados) parecem realmente entender bem do "riscado". Pincei apenas uma amostrinha do seu teor: 

Trata-se de uma entrevista com o Guilherme Sebastiany, sócio da Sebastiany Branding (www.sebastiany.com.br/). Sim, é um papo bem curtinho para um assunto oceânico mas, de qualquer forma, vale pela sementinha plantada e pelo despertar da consciência sobre a matéria. 

À conferir:



O portal:
www.infobranding.com.br/

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Tendências...


Retomando os trabalhos no blog, a escolha do tema de abertura para 2016 vai para uma reportagem de destaque no site do Mundo do Marketing (http://www.mundodomarketing.com.br/).

Intitulada "4 principais tendências que impactarão o consumo neste ano", o núcleo é um estudo da Mintel (http://brasil.mintel.com/) - uma renomada consultoria global de inteligência de mercado - e que batiza de forma bem-humorada os pilares da argumentação. Ele nos traz velhos conhecidos, sim, porém ainda carentes de serem mais mencionados, difundidos e objetos de reflexão, dadas as suas importâncias cruciais para o branding e para o marketing moderno: 

Marketing 3.0, estratégias de engajamento "marca-consumidor", sustentabilidade como um fator de crescente importância na decisão de compra, novas formas de consumo e aquisição de bens e serviços, métodos e exemplos concretos de marcas que souberam surfar de maneira inteligente nas violentas e progressivas ondas de mudanças sócio-demográficas, são as proposições mais evidentes. Na verdade, é o marketing ainda curtindo a sua própria revolução. É isso é bom...

Só senti falta de uma menção mais clara a respeito do marketing de conteúdo, este menos conhecido e praticado (por aqui), mas incrivelmente poderoso e possuidor de uma tendência irreversível de crescimento. Fará, mais cedo ou mais tarde, o justo contraponto à publicidade tradicional. E isso é bom...

De qualquer forma, e acima de tudo, vem o pensamento holístico sobre a marca ou, em outras palavras, a coragem para um posicionamento claro, a apresentação pública do seu "jeito de ser" (que pode ser traduzido pelo seu conjunto de missão, visão e princípios) e um marketing que seja um servidor competente de tudo isso. A escolha das ferramentas - tradicionais e/ou de vanguarda - e as suas respectivas doses, ah...isso vai depender de cada marca, da cultura em que está inserida e do perfil e estágio de relacionamento com os seus stakeholders... 

Alguém disse que seria fácil?

A reportagem: