sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Fairlife


Excelente artigo do Augusto Nascimento - CEO da BBN Brasil (bbnbrasil.com.br/) - no Mundo do Marketing de hoje (mundodomarketing.com.br/), explicando a inegável habilidade de branding da Coca-Cola para o seu território de atuação, as chamadas bebidas não-alcoólicas (sim, não estamos falando somente de refrigerantes). Além desta bela sacada no rearranjo do seu mercado (e não é de hoje), a marca mostra que entende bem o conceito de posicionamento - consagrado por Al Ries e Jack Trout no início dos anos 1970 - pregando, em linhas gerais, a identificação de novos nichos de mercado ou a criação de diferenciações nos existentes, batizando-os com nomes inéditos e turbinando a comunicação. Tudo para facilitar o entendimento e a assimilação da mensagem na mente das pessoas. Neste sentido, portanto, não há qualquer contradição ou ferimento à marca Coca-Cola com a sua estratégia de atuar no mercado de leites premium por meio da marca Fairlife. A iniciativa indica que a vacina foi tomada para evitar a extensão desenfreada da marca-mãe.   

Abaixo o link para acesso ao mencionado artigo:

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Sadia

É provável que falte à Sadia (e à muitas outras marcas...) ser apresentada ao conceito de Marketing de Permissão, de Seth Godin. Senão vejamos, sem muito esforço, duas amostras reais que sinalizam um sentimento crescente de incômodo - para não dizer fúria - das pessoas em relação à presença de marcas não convidadas, impertinentes ou mal informadas, especialmente nas redes sociais. Um marketing cada vez mais customizado, prestativo, orientativo e humanizado já é mais uma realidade do que uma tendência. Só as marcas menos ajuizadas ainda não se deram conta disso, mas os consumidores por vezes as lembram.

Enquanto isso, no Twitter...

Exemplo 1:
Internauta: Pq estudar dá tanta fome?
Hot Pocket Sadia: É porque tá faltando um Hot Pocket aí para te acompanhar.
Internauta: Eu não como carne.

Exemplo 2:
Sadia: Chegou Soltíssimo, frios igualíssimos ao fatiado na hora. Saiba como.
Internauta: Detesto essas propagandas q aparecem na minha tml...cara, n quero seu presunto!

Sem mais!

Fontes: Erros de Marketing (https://twitter.com/errosdemkt) e Sadia (https://twitter.com/sadia)

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Marriott


Considerado um dos melhores blogs corporativos dos Estados Unidos, o "Marriott on the Move" é um delicioso diário (ou seria semanal?) autoral alimentado por nada menos que Bill Marriott, o principal executivo da famosa marca internacional de hotel. Nele, há um desfile de histórias pessoais e da empresa, depoimentos de clientes, dicas e orientações sobre viagens e serviços de hotelaria. E claro, tudo com muita interatividade - de onde, aliás, pode-se extrair bons insights - e numa linguagem ao mesmo tempo informal e elegante. Não por acaso, o blog é uma importante ferramenta de marketing para reforçar o posicionamento e o branding da marca, desde que por meio de conteúdos interessantes e relevantes, não comercial. Conquistando a simpatia e a confiança dos leitores, telespectadores e ouvintes (não era preciso lembrar mas, lembrando, podemos incluir, sim, vídeos e podcasts em blogs), a tendência é angariar numerosos fãs e, presumivelmente, clientes leais (afinal, o que mais queremos?). Aqui o exemplo, como já mencionado, é o do tipo autoral (nem todas as marcas tem a sorte de contar com um membro do naipe de Bill, anyway...), mas existem várias outras possibilidades como o corporativo, o coletivo e o comunitário. A escolha vai depender da estratégia de conteúdo. De qualquer forma, só não pode deixar de ser fortemente considerado no escopo do plano de marketing de uma marca.   


sábado, 8 de novembro de 2014

EY Insights


Exemplar a iniciativa da renomada empresa de consultoria e auditoria EY (a antiga Ernst & Young) em disponibilizar um aplicativo no qual é possível ter acesso gratuitamente à diversos estudos (são centenas) sobre tendências setoriais, sustentabilidade, consumidores, legislação e, claro, uma pegada maior nas áreas financeira e fiscal, o DNA da companhia. De qualquer forma, todas as análises levam o sêlo da EY que, por si só, é uma garantia de alta qualidade. Bastante útil para pesquisas desk research (fontes públicas), planos de marketing/comunicação, viabilidade de projetos, comércio exterior, dentre várias outras possibilidades. A estratégia vai de encontro a um rumo crescente no sentido de uma publicidade cada vez mais prestativa e, portanto, menos egocêntrica, apostando que no futuro, quando o cliente precisar de um estudo mais customizado, de alta qualidade (e pago), provavelmente ele se lembrará da EY. Vale a pena conferir o app. Na App Store, buscar por EY Insights.  

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Facebook


Por meio da Confraria do Marketing no Linkedin, tomamos conhecimento que o Facebook divulgou recentemente uma pesquisa realizada pelo instituto Ipsos (ipsos.com), na qual mostra os níveis de interatividade dos latino-americanos com as marcas na principal rede social do planeta. Interatividade, segundo o levantamento, significa "ler conteúdos, olhar as suas páginas, interagir com celebridades/figuras públicas, curtir uma marca ou empresa, comentar ou compartilhar os seus conteúdos". Apesar de uma amostragem pra lá de questionável (o Chile tem mais entrevistados do que o Brasil e o México...), os resultados são até que previsíveis: o brasileiro é o que mais interage e é o segundo mais influenciado por marcas ou ações de amigos, perdendo apenas para o Chile. No universo brasileiro, o "curtir" ainda é a ação mais predominante, seguida pelo comentário, compartilhamento, visita à página da marca e consumo do seu conteúdo, respectivamente. Mas o mais interessante do estudo é a ratificação do gerente de pesquisas do Face - Antonio Barczinski - sobre a melhor estratégia para ter sucesso na rede: Storytelling via vídeos. É o formato preferível das pessoas e um hábito já plenamente consolidado: são mais de 1 bilhão de visualizações diárias, nos mais diversos dispositivos. Mas só isto não basta, claro: é preciso haver boa sintonia entre o discurso da marca e os interesses do público-alvo, em um enredo simples, elegante, cativante, essencialmente visual e com uma boa dose de apelo emocional. Venda-me benefícios e sonhos, não uma câmera fotográfica, diria Pulizzi. Em suma, o conteúdo é o fim, a mídia é o meio. Xeque-mate!

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Content Marketing Institute

E continuando no tema, um portal magnífico sobre o assunto (http://contentmarketinginstitute.com/). Nele, um mar de dicas e informações valiosas para iniciantes, intermediários ou calejados no conceito. Vale cada segundo investido na sua navegação. É, sem dúvidas, a referência do momento em Marketing de Conteúdo (aliás, a sua bibliografia no Brasil é muito restrita...). De qualquer forma, destaques maiores para alguns pontos: o canal de Podcast com papos divertidos entre Joe Pulizzi (o "pai da matéria" e criador do instituto) e Robert Rose, um periódico gratuito com as últimas do setor (gratuito!!!), o menu de artigos diários (de vários autores) e, claro, uma menção para o já consagrado "Content Marketing World", a Meca dos amantes do tema. E, por falar nele, uma amostrinha da última edição, com a participação especial de Kevin Spacey, sim, ele, do House of Cards...

  

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Marketing de Conteúdo

O brilhante Rafael Rez da Web Estratégica (www.webestrategica.com.br/) e do Marketing de Conteúdo (www.marketingdeconteudo.com.br/), dentre outros, mais uma vez nos alertou em sua palestra no Congresso Online de Marketing (www.marketingminds.com.br/) sobre a revolução que a área vem passando nos últimos anos e que não tem prazo para terminar. Neste turbilhão de novos conceitos, modelos e ferramentas tecnológicas, o Marketing de Conteúdo ganha um enorme destaque. Não exatamente por ser novo - aliás, é bem antigo - mas pela relevância que exerce atualmente em função de um cenário cada vez mais caótico, multifacetado, competitivo e congestionado de informações. É a nova publicidade, arriscou, bem fundamentado. E fica aqui um recado de Seth Godin, um dos papas no assunto:

"Basicamente, Marketing de Conteúdo é a arte de se comunicar com os seus futuros clientes sem a ansiedade de lhes vender algo logo de cara".

Ao mesmo tempo, simples, elegante e mega-pertinente! As pessoas esperam isso das marcas!

A primeira parte de um vídeo com a importância dada ao tema por nada menos que a Coca-Cola.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

London Symphony Orchestra


Significados subliminares não chegam a ser novidades na criação de logotipos. De qualquer forma , o Blue Bus (http://www.bluebus.com.br) trouxe novamente à tona o assunto por meio do seu Twitter. Em um apanhado feito pela Oomph (http://www.madebyoomph.co.uk/),  lembramos ou tomamos conhecimento de vários exemplos que utilizam esta técnica. Alguns já são bem conhecidos e outros são de gostos bem duvidosos. Mas um merece ser destacado: o da London Symphony Orchestra. A elegância da tipografia remetendo às siglas, à musicalidade, ao movimento e à condução da orquestra por um maestro dizem tudo. 

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Prédios Verdes

Tendência irreversível no segmento de Construção Civil, os chamados "Prédios Verdes" já estão movimentando à todo o vapor os players mais ajuizados do setor em boa parte do mundo, de arquitetos à fabricantes e construtoras, até gerenciadores de recursos e urbanistas. E não são alvo apenas das grandes certificadoras - como Leed e Acqua - mas da sociedade também, cada vez mais antenada e consciente. E o Branding com isso? Tudo! As marcas devem entender os grandes anseios sociais e se esforçarem para responder com produtos e serviços que os atendam. Segundo o World Green Building Council, o incremento nos custos atualmente varia de 0% à 4%, ou seja, é plenamente possível promover o desenvolvimento com lucros saudáveis e ainda ficar de bem com a comunidade e com os órgãos públicos. Na verdade - e, em síntese - aquela velha e batida expressão "Responsabilidade Social e Ambiental" que vemos por aí nos capítulos de "Valores" ou "Princípios" das marcas deve significar muito mais do que um simples e elegante quadro na parede da recepção das empresas. Deve gerar um sentimento de compromisso. Isto é Branding! E, certamente, saberemos recompensá-las com cada vez mais defesa e lealdade. Ou, em outras palavras, Branding é Business! É preciso mais?  

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

We Are The Future

E nesta intensa semana de Marketing Minds (www.marketingminds.com.br), a descoberta de um breve e contundente recado para nós, profissionais de marketing. Em suma, o desafio é manter a essência dos grandes conceitos e filosofias da área, porém trabalhando com novas ferramentas, ingredientes e...consumidores. Nada fácil, mas estimulante! E segura o sotaque britânico...

OMO

Tomando emprestado o raciocínio do premiado Pedro Pletitsch da CUCA Escola de Criativos (www.escolacuca.com/) e do excelente blog Portfolio Lovers (www.portfoliolovers.com/), ela poderia ter falado da tradição, da reputação, da performance, dos benefícios, da qualidade dos ingredientes ou embalagens, etc. e não estaria mentindo em nada. Mas ela preferiu seguir o caminho infalível e duradouro da ligação emocional com as pessoas. A tal humanização da marca. Aí fica difícil pra concorrência. É claro que nem todas as marcas estão neste estágio de desenvolvimento, permitindo navegações por mares mais distantes e ousados. De qualquer forma, é uma técnica que deve estar, no mínimo, no "radar" dos seus gestores, para ser sacada no momento adequado. Fundamentada em um bom conceito de comunicação, Omo nos premia com esta pérola da publicidade. Já são mais de 730 mil visualizações no YouTube....

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

E-commerce

Bastante produtiva a palestra proporcionada pela Impacta Tecnologia (www.impacta.edu.br) sobre e-commerce para pequenas e médias empresas no último sábado, 04/out. Após uma pequena introdução sobre o estágio atual e o potencial de crescimento do mercado de e-commerce no Brasil, o palestrante Rodrigo Bonazzi, executivo do UOL HOST (www.uolhost.com.br), dividiu o conteúdo em sete pilares: descubra um nicho de mercado, adote um endereço virtual adequado, invista no visual da loja online, use e abuse das inúmeras possibilidades de divulgação do negócio, dedique-se de corpo e alma ao marketing de relacionamento, surpreenda (positivamente) nos prazos de entrega e, por fim, confira o que as novas tecnologias de meios de pagamento podem fazer pelo seu negócio e pelo seu cliente. No final, um debate de um case de sucesso sobre um e-commerce de moda e acessórios para o público feminino. Em suma, um compartilhamento de experiências.


Por mais que entendamos satisfatoriamente sobre um determinado tema ou conceito, é sempre prudente nos manter atualizados e inteirados das novidades e tendências. Principalmente no campo do Marketing Digital, um turbilhão de usos, desusos e novas dinâmicas que, se bobear, perdemos o rumo. E, mais adiante, para voltar a navegar com um certo conforto nessa área, pode ser um tanto complicado. Neste sentido, alguns pontos chamaram mais a atenção: o conceito de posicionamento de marca continua tão atual quanto o famoso artigo de Al Ries de 1971. A dificuldade homérica de se registrar atualmente um domínio na internet é atroz, exigindo uma criatividade posta à prova de forma intermitente. O design e a arquitetura de um site são recursos mega valiosos, até porque, como segurar a atenção de um internauta em meros 1, 2, 3...segundos? O chamado "Market Place" é uma modalidade de divulgação que ganha força e tende à rivalizar fortemente com o Google Adwords (quem diria?). Pode se ganhar um bom dinheiro com blogs e um site bem detalhado com dados, fotos, videos, etc. compensa mais do que imaginamos. A entrega antes do prazo prometido encanta e, depois, frustra e enfurece. Agrega ao empreendedor um boa dose de sossego ao investir em um sistema anti-fraudes e ser multicanal nos dias de hoje é quase imperativo. Os Correios continuam a ser a melhor opção para os iniciantes mas, ao encorpar-se, é válido comparar o seu custo-benefício com empresas integradoras de logística. E planejamento é uma espécie de remédio preventivo aplicável à tudo, inclusive ao meio digital.

Além desses insights, palestras dessa natureza costumam oferecer dicas valiosas aos dispostos à aprender mais sobre o assunto em pauta. Neste caso, alguns links mais do que úteis:

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Teatreneu

Diante de um cenário econômico adverso e de um governo sedendo por mais tributos, a companhia teatral espanhola de comédia Teatreneu resolveu radicalizar na sua política comercial: desenvolveu uma espécie de aplicativo de reconhecimento de movimentações faciais por meio do qual é possível medir a quantidade de risos de cada membro da plateia durante o espetáculo. E o pessoal ainda pode compartilhar o quociente obtido nas redes sociais. Estabelecendo um valor unitário de 30 centavos de euros por risada e um teto de cobrança de 24 euros (ou 80 risadas), a companhia literalmente cobra por resultado. O máximo alcançado gira em torno de 30% acima da média das ofertas tradicionais do mercado (espetáculos pré-pagos) mas, pelo menos, as pessoas saem com a convicção de que o seu rico dinheirinho foi respeitado de forma singular. Só a divulgação e o burburinho geraram um incremento de 35% no número de clientes da companhia. Sem dúvida, é um exemplo notável do preço em função do valor percebido pelo cliente. É o cliente no comando, diria o aclamado consultor de Marketing Industrial José Carlos Teixeira Moreira. Obviamente, não é a primeira tentativa de se cobrar por resultados (sejam eles risadas, redução de custos, aumento da produtividade, diminuição das reclamações ou taxa de sucesso de vendas). O setor de serviços e os produtos mais técnicos apresentam características mais propícias para essas tentativas (embora não se descarte, à priori, modelos inovadores para itens de consumo). Marcas como a cadeia de restaurantes britânica Little Bay e a química franco-americana Saint-Gobain Abrasives já navegaram bem neste oceano desafiador. Não deixa de ser, portanto, um diferencial estratégico relevante e uma ótima maneira de fidelizar os clientes para que, num breve espaço de tempo e, caso os processos bem conduzidos e consistentes, tornem-se leais e recomendem as marcas que provaram ser, claramente, provedoras de resultados positivos e concretos. 

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Tintas Coral


Com o objetivo de promover a superioridade técnica do produto "Acrílico Total", a Coral colocou como mote central da campanha uma estratégia muitas vezes esquecida (ou renegada a um segundo plano), mas que tem um enorme apelo: os atributos da garantia! Não ficou só no blá-blá-blá técnico. Foi além, desafiando os clientes e os eventuais incrédulos. Esperta, ela sabe que apostar - sem titubear - na qualidade do seu produto e colocar a faca no próprio pescoço gera confiança nas pessoas. Mas ela deve saber também que não pode decepcioná-las. É um jogo perigoso. Para entrar nele com boas chances de êxito, o produto precisa ser incrivelmente bom. Significa ser testado, retestado, re-retestado, confrontado mil vezes com outros que tais no mercado e...repetir tudo de novo. Caso contrário, pode semear prejuízo e, pior, falta de credibilidade e até chacota. Portanto, todo cuidado é pouco. Mas, se bem pensado e conduzido, os ganhos podem ser enormes, estratosféricos. Afinal, como competir com um produto que diz que devolve o nosso dinheiro caso os resultados não atinjam os parâmetros técnicos propostos? É um argumento muito forte para ser ignorado.

Sobre a campanha em si, aparenta estar bem estruturada: regulamento transparente e facilmente acessível, destaque central na home do site, presença patrocinada nas redes sociais, garoto-propaganda de peso (não peso no sentido literal, claro), identidade visual exclusiva, materiais de ponto-de-venda, e por aí vai. E outro detalhe importante, já comentado neste blog: para participar da campanha é necessário um cadastro no qual, obviamente, os dados requeridos poderão ser utilizados - desde que previamente permitidos - em futuras campanhas de marketing direto e de relacionamento da marca. É até provável, aliás, que pouca gente se disponha à fazer a tal confrontação técnica estimulada pela Coral mas, só o apelo em si, já é uma prova irresistível de convicção da marca. Pouca gente duvidaria da Coral. O produto deve ser bom mesmo e vale o que proporciona. Vou comprar! A duração da campanha é de 3 meses (até dez/14). Talvez pudessem ter esticado um pouco mais para aproveitar o primeiro trimestre do ano, tradicionalmente desaquecido em vendas no segmento em questão. De qualquer forma, é legal ver desafios como este invadindo a nossa praia. O que faria a concorrência agora? Difícil...

sábado, 27 de setembro de 2014

Artigo: Marketing, uma visão holística

Com o crescimento exponencial de vertentes e nomenclaturas, por vezes urge sentar à frente de um papel sulfite e, com um velho lápis-borracha, tentar encaixar todas as peças ao redor do tabuleiro de marketing. Este exercício, quase infantil, muitas vezes é o que há de melhor para iluminar a mente. O benefício mais significativo seria, talvez, estabelecer a ordem em um cenário de caos. O que é meio? O que é fim? O que é modismo? O que veio para ficar? Sob este prima, a proposta aqui é definir uma espinha dorsal sequencial e recheá-la com breves comentários que pudessem alocar todas as possibilidades. Ou boa parte delas. Um desafio instigante e tanto. A espinha dorsal: Posicionamento, Branding, Identidade Visual e Plano de Marketing. Entremeando, Inovação e Inteligência de Mercado.

Posicionamento
Um bom posicionamento facilita a assimilação da proposta da marca pela mente humana, a real arena da batalha de marketing. Foco é o nome do jogo. O menos é mais, diria Al Ries. Em geral, imaginando um grande tronco de árvore, escolhem-se os galhos e os galhos dos galhos. Se forem nichos não atendidos ou mal explorados, melhor ainda (o pioneirismo é sempre uma forte vantagem competitiva). A varejista norte-americana de produtos esportivos só para mulheres Lady Foot Locker e a fabricante alemã de abrasivos diamantados industriais Winter parecem entender bem o conceito e "não-de-hoje" já garantiram espaços privilegiados nos congestionados cérebros dos seus públicos-alvo.

Branding
O branding é uma declaração de compromissos. Reforça o posicionamento e serve como base para as estratégias de marketing. É o famoso conjunto de missão, visão e princípios da marca. Esperamos da Johnson & Johnson nada menos do que produtos e serviços que façam a concorrência babar. Afinal, ela mesma declara dentre as suas promessas que “...para atender suas necessidades (as dos clientes), tudo o que fizermos deve ser de alta qualidade...”. É preciso baixar a qualidade por algum motivo? Só nos façam um favor: batizem com outro nome, não com o da J&J. Vocês não podem fazer negócios a qualquer custo. Afinal, tem um nome a zelar. Isso é branding.

Identidade Visual
O set de nome, logotipo, slogan e símbolo deve refletir o posicionamento e as promessas de branding da marca. Portanto, é um capítulo mais relevante do que parece. E bem técnico também. Pontos como disponibilidade e registro, simplicidade, fontes, cores (e suas combinações), sonoridade, associações, conotações, extensões, alinhamento global, dentre outros, são fatores que devem ser levados em consideração. Estudos de caso como a Bosch, a Pixar, a Brasilit, a Abril e o Johnnie Walker são bons exemplos de como a identidade visual pode jogar a favor da marca. O Bis, o Crocodilo da Lacoste e o "Think Different" da Apple já dizem tudo.

Plano de Marketing
Hora de transitar entre os 4ps de McCarthy. Todos os seus tópicos devem observar a natureza estratégica da marca, exposta nos três parágrafos anteriores. Qualquer que seja o produto com o selo da brasileira Granado, por exemplo, deve manter os seus atributos essencialmente naturais e recicláveis. E uma eventual extensão de marca deve respeitar o seu universo de atuação. O nível de atendimento da Zappos carece rivalizar com o dos bombeiros (e, considerando as suas missões distintas, já rivaliza). O preço de um polidor automotivo da 3M deve traduzir o seu valor. E valor é diferente de preço. Podemos ainda nos deleitar nas escolhas de combinações de algumas das duzentas ferramentas de comunicação e promoção defendidas pelo mestre guerrilheiro J.C.Levinson (ah...as tão apregoadas mídias sociais estão entre elas, portanto, são importantes e indispensáveis como meio e não como fim em si mesmas) e nos divertir com tantas opções contemporâneas de distribuição de produtos e serviços. Mas sem uma boa execução e mensuração, ficamos só no plano de intenções. E somente intenções não ganha jogo.

Inovação
Seguindo a doutrina do Design Thinking (quiçá o conceito mais admirável em negócios), em linhas gerais, partimos de um entendimento integral do público-alvo, lançamos mão de ferramentas como prototipagem, brainstorming, workshop criativo e equipes multidisciplinares, extraímos insights inovadores e produzimos diferenciais estratégicos consistentes. Até uma certa bagunça organizada é permitida durante o processo. Nada fácil, rápido e garantido - é bom que se diga -, mas uma boa tacada pode render frutos extraordinários. Toda empresa de vanguarda certamente tem um sólido programa de inovação plantado em um dos seus pilares estratégicos.

Inteligência de Mercado
Contendo em seu amplo território a Pesquisa de Mercado, IM serve à todos os pontos da proposta de espinha dorsal do marketing ao se comprometer à investigar, analisar e monitorar os campos de clientes, concorrentes e mercados, o tripé necessário. São muitas as suas ferramentas e todas merecem uma atenção pra lá de especial, especialmente o CRM. Neste blog, inclusive, já foi publicado um artigo dedicado ao seu entendimento, benefícios e limites. Mas ainda é pouco.

Limites
Marketing tem os seus, claro. De nada adianta trabalhar bem todas as suas possibilidades se o planejamento falhar, se a fábrica não entregar, se a qualidade hesitar, se a logística tropeçar ou se o vendedor trincar no momento do fechamento da venda. E vice-versa. Marketing também pode por tudo a perder, senão bem pensado, alinhado (externa e internamente) e executado. Por isso, espera-se cada vez mais sinergia e colaboração entre as áreas, objetivando uma convergência comum: a concretização das estratégias que efetivam os propósitos maiores da existência de uma organização e de suas marcas.

Complexo?
Sim. Diante de tudo o que nos bombardeia quase diariamente no que se refere às novas alternativas e batismos de marketing, página e meia de uma incumbência que se propõe ser sucinta, convenhamos, até que está razoável. De qualquer forma, atrevidamente "a lá Graciliano Ramos", valeu o exercício.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Marketing Minds

Grátis e Online: duas palavras poderosas no marketing moderno. A primeira informa, presta serviços, educa, atiça, fideliza e, de carona, alavanca negócios. A segunda propicia benefícios inestimáveis nos dias de hoje: independência da mobilidade, otimização do tempo e redução de custos. O pessoal do Marketing Minds sabe bem disso e promove um ciclo de palestras gratuitas e online com temas e pessoas bem bacanas. É quase obrigatório para marqueteiros minimamente antenados. Detalhe: fazem uma comunicação bem assertiva e atraente. Dá vontade de se inscrever na hora! Não surpreende, pois entendem do riscado. Abaixo uma das peças publicitárias do evento:


Para mais informações:
http://www.marketingminds.com.br/

domingo, 21 de setembro de 2014

Lexicon Branding

Os gringos do lado oeste da América do Norte - mais precisamente entre o México e o Canadá - são danados mesmo. Antenados, visionários e arrojados, criam negócios promissores, inusitados, improváveis e, em geral, muito antes dos outros meros terráqueos. Mesmo que dê errado, tentam. Sob um risco calculado e razoável, por quê não? O preço de ser um seguidor costuma não compensar. Também adoram descobrir novas brechas no mercado (pequenos nichos não atendidos ou mal explorados) e anunciar que chegaram para resolver o problema, mesmo que muitos clientes em potencial não tenham a menor ideia de que tem um problema relevante em mãos. São autênticos discípulos do lendário Al Ries: no marketing, o menos é mais. 

Pois bem, desde 1982 (há 34 anos), existe um business na Califórnia especializado em...criar nomes de marcas. Banal, hein? Não! Técnica pura. Questões como perfil do público-alvo, natureza do negócio, globalização, repercussões culturais e linguísticas, eventuais imposições legais, poder de síntese, impacto visual, significados associados, fonética, cores e combinações, fonte das letras, emprego do maiúsculo e do minúsculo, disponibilidade de registro, dentre outros, são levadas em consideração. Juntamente com o logotipo, o slogan e o símbolo, o nome compõe a chamada identidade visual da marca e é parte integrante do processo de branding. Portanto, não é pouca coisa.

Enfim, a empresa é a Lexiton Branding e, só para dar um gostinho, duas criações dos caras bem conhecidas por aqui:

        

No site, tem muito mais:

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

DuPont

Para os menos atentos, ações de responsabilidade social e ambiental são sim estratégias de marketing. E das mais nobres e impactantes. Nos dias de hoje, não esperamos somente bons produtos e serviços de uma marca - ou algum tipo de conexão emocional -, mas também que ela tenha um papel relevante na sociedade. Em seu "Marketing 3.0", Kotler escancarou o que todos já sabiam. E que bom que seja assim. Tempos modernos...   

A DuPont, em parceria com a ONG United Way Brasil (http://www.unitedwaybrasil.org.br), criou o programa "Cultivando Cidadãos Teen", atuando em uma vertente infalível: a informação. Ela gera conhecimento e conhecimento nos livra das trevas da ignorância. Em linhas gerais, funcionários da empresa doam parte do seu tempo compartilhando dicas, conteúdos e experiências para grupos de adolescentes da comunidade onde está inserida.

O programa é dividido em três grandes módulos (Alimentação, Energia e Proteção), rodadas com duração de três meses e com times de até 30 participantes. A molecada deve aplicar o que aprendeu em suas coletividades, beneficiando todo o entorno. A DuPont, como muitas outras empresas antenadas com o nosso tempo, entende que colocar esforço em um projeto social estimula um fluxo virtuoso. Senão, vejamos:

"pessoas-mais-conscientes-e-esclarecidas-comunidades-melhores-cidades-melhores-países-melhores-crescimento-com-bem-estar-melhor-ambiente-para-as-empresas-prosperarem".

Portanto, todos ganham! E, de quebra, reforça-se positivamente a imagem da marca.
Nós, marqueteiros de plantão, queremos mais do que isso? 

Sobre a comunicação do projeto pela DuPont, lição de casa feita no Twitter e no Youtube, além da geração de algumas mídias espontâneas. Só faltou um destaque na home do site institucional.

Abaixo o vídeo institucional do projeto:

terça-feira, 16 de setembro de 2014

O Boticário



Além de uma fácil assimilação da sistemática do cerne do seu programa de relacionamento ("compras-CPF-pontos-acumulados-troca-por-descontos-nas-lojas-da-rede"), o "Clube Viva O Boticário" foi cuidadoso também com um ponto por vezes negligenciado em muitas empresas: o cadastro de clientes. Tão cuidadoso que o levou a um grande destaque na home do hotsite da campanha e ainda oferece incentivo extra para as pessoas que se cadastrarem nele. Ter uma política de constante atualização e enriquecimento do mailing é primordial para ações de marketing direto - em particular -, e notadamente o e-mail marketing. Boas redações e criações publicitárias de nada adiantam se não atingirem o público (já cliente) ou o chamado prospect. E essa preocupação vale para qualquer porte ou natureza de negócio. É como aquela antiga caderneta de fregueses da quitanda do português: tem que estar em dia! Ah...comprar listas prontas por aí? Quase sempre é uma furada. Melhor garantir a qualidade por meio de iniciativas próprias, como está fazendo O Boticário. Por que se fala tão pouco em políticas e qualidade do mailing nas empresas? 

De resto, tudo como manda o figurino: método simples, regras claras, premiações atraentes, experiências com a marca e comunicação integrada (anúncios em revistas offline, hotsite, atendimento/FAQ exclusivo, reforço nas redes sociais, etc.). Mas nem por isso fácil de ser feito. Há ainda toda a parte legal de se executar uma ação promocional pública, alinhamento interno, naming, definição das métricas de aferimento, integração com franqueados, etc.etc.etc. Portanto, bem complexo. Mas O Boticário é uma marca de vanguarda e experiente. Dá conta do recado!

Hotsite do programa de relacionamento de O Boticário:
https://clubeviva.boticario.com.br/